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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Resquícios de um corpo-flor/ Exposição DAVisuais @UFES


Instalação feita na exposição coletiva DAvisuais, organizada pela Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) / UFES. 










domingo, 16 de julho de 2017

Abertura da Exposição DAVisuais @UFES


Eu e minha sister Napê, juntas dando close de "Florescimentos Urbanos" na abertura da exposição DAVisuais, q to participando com a serie "Resquícios de um corpo-flor"


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Resquícios de um corpo-flor / DAVisuais

Instalação feita na exposição coletiva DAvisuais, organizada pela Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) / UFES. 

sábado, 8 de julho de 2017

CURRÍCULO


Formação:
Nascida em Vitória, ES, Brasil, 1996, graduanda em Psicologia, pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa em Sexualidades (GEPS)

Participação em Iniciação Ciêntifica, com o tema “Se a criança importa em seus processos educacionais e subjetivos, por que temos tanto medo que ela fale sobre gênero, sexualidade e outras dissidências?”, sob orientação do Profº. Drº. Alexsandro Rodrigues.

Exposições Coletivas:
Exposição coletiva “Davisuais”, Galeria de Arte e Pesquisa, Vitória, 2016
Exposição coletiva “Corpo expandido”, Aliança Francesa, Vitoria, 2016
Exposição coletiva “Degelo Tropical”, I Fórum Acadêmico de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016
Exposição coletiva "Ca Entre Nós", OÁ Galeria - Arte Contemporânea, 2017
Exposição coletiva “Davisuais”, Galeria de Arte e Pesquisa, Vitória, 2017

Imersões artísticas:
AfroTranscendece, 2016 ( Centro -São Paulo)
CAPSULA, 2017( Vitória- Espirito Santo )

Contato:

Telefone: 27 996132752

segunda-feira, 19 de junho de 2017

domingo, 11 de junho de 2017

REDES DE PESCAR AFETOS DE CURA

REDES DE PESCAR AFETOS DE CURA
Arruda. Malva. Algodão.

fotografia: Napê Rocha (https://www.instagram.com/n4p3/?hl=pt-br)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Como construir um novo ciclo?- poesia

Este é um registro da minha primeira experiencia em criação de poesia improvisada. Uma poesia feita no momento em que a câmera começou a me filmar. É um dialogo comigo mesma e para mim mesma.

PRECISO DE MIM - poesia

PRECISO DE MIM. 



Eu não te odeio. Não tenho remorso. Só não consigo lidar com você por agora. Eu ainda te desejo, e meu corpo não merece o triste afeto que tem experimentado ao reconhecer isso. Não me ligue, não me escreva. Me ignore, desapareça. Eu não tenho tempo para aprender a me acostumar com a sua ausência. O que eu preciso são de dias para conseguir reaprende a lidar com a minha presença. Não é mais você. Não é só você. Eu as vezes que nós, admito. Mas, neste momento, o que eu mais preciso é de mim. 


castiel vitorino

domingo, 4 de junho de 2017

Instalação no Projeto Capsula

Instalação feita por Castiel Vitorino, para compor um quadro de referências dos artistas que participaram do projeto de imersão Cápsula.

sobre o projeto:

A Cápsula é um projeto de FORMAÇÃO EM ARTE CONTEMPORÂNEA voltado para profissionais atuantes no Espírito Santo. Ele busca criar um ambiente de diálogo crítico para os praticantes, críticos e curadores locais nas mais diversas formas de atuação poética - das artes plásticas ao cinema, do design à composição musical. Os participantes terão um espaço para desenvolverem os seus projetos e obterem ferramentas críticas para se relacionarem com o circuito de artes como um todo.

mais informações: https://acapsula.tumblr.com/sobre











Como abandonar um ciclo?



foto do amanhecer. paisagem existente em frente ao meu quarto. registro feito por mim. 

Como abandonar um ciclo? 

Não se trata de abandona-lo. Ou de supera-lo. Muito menos de esquece-lo. É preciso esgota-lo, vive-lo. 

Viver seu fim. Mas veja, viver é diferente de suportar, pois este exige sofrimento, e aquele se afirma necessariamente na felicidade; mas não só nela. Viver é se afundar, contra a sua vontade, em um mar de possibilidades, que, por serem incertas, tornam-se assustadoras. Viver é não aceitar o fato de não ter conseguido nadar. Viver é não ter querido nadar. Viver é chegar no fundo desse mar de incertezas, e descobrir que ele tem fim, tem limites. E ultrapassa-los não deve ser uma obrigação, e sim uma vontade. Viver é tocar nesses limites, senti-los, caminhar sobre eles. 

Mas ainda me perguntam "como abandonar um ciclo?". E penso que essa não é a melhor pergunta a ser feita. Ela precisa ser substituída por "como compreender o ciclo?", ou ainda "como viver o ciclo?". Viver exige compreensão de inicio e fim. Compreensão corpórea- afetiva-mental-espiritual.Compreender não é dizer pra si mesmo que o ciclo está acabando. É também isso, mas não só. Compreender é se perguntar o porque do fim. Compreender é produzir conhecimento através de questionamentos, e questionamentos do próprio questionamento. 

Mas como não se perder nestes questionamentos? Como não produzir para si um corpo à deriva em problematizações? Como não morrer antes de chegar no fim/fundo do mar de incerteza?. Acredito que a resposta para tais questões seria: não tendo medo dessas perguntas e possibilidades. 

O medo bloqueia movimentos, e o que mais precisamos é de nos movimentarmos. Correr, caminhar, nadar, pular, voar, deitar, levantar, dançar. Os movimentos conscientizam nosso corpo, e corpo é vida. Logo, viver é se movimentar, produzindo para si novos modos de estar em coletividade. 

Sendo assim, "viver o ciclo" é compreender que nele produzimos movimentos que aos poucos o extrapola. Não por serem bons ou ruins, e sim por serem movimentos em eterna modificação, expansão. Esta qualidade faz com que qualquer ciclo não seja capaz de suporta-los por muito tempo. 

Por isso é preciso criar novos ciclos. Ou melhor, é necessário se permitir a criar novos ciclos, sabendo que eles são perecíveis, possuem data de validade. Ciclos apodrecem, e precisam ser jogados fora. 

Então, viver um ciclo é ter coragem de dar um impulso no fundo do mar e nadar até a superfície, passando novamente por incertezas que já conhecemos, e se preparando para novas. Aquelas incertezas que encontram-se em terra firme. Aquelas que se produzem no ar, que são trazidas com o vento. Que se alimentam de sol. 

Viver o ciclo é viver. E viver é compreender que a vida nunca caberá em ciclos, mesmo sendo composta por eles.
castiel vitorino

PRETA TRANS VIADA - poesia

Marginalizada, deslegitimada. Esculachada.
Renegada, ridicularizada. Espancada.
Subversida, contra-discursiva.
Fraca? não!

Eu sou pesada, bem estruturada e abusada.
Só ano armada, e se tentar abuso, é navalhada!

Eu sou potente, então se não sustenta:VAZA!
Sou a neguinha animalizada.
Que destrói as regras, e toma de assalto sua risada.
Só ando em bonde e se vier peitar, as trava mata!

Então, chega tranquilo e vem fazer role com a bixarada
Mas fica esperto, pois se deslizar
Noís mete a bata.

castiel vitorino

quarta-feira, 31 de maio de 2017

REFORMA - poesia

Reforma


Eu não sei mais lidar com sua presença. Dentro ou fora de mim, sua presença me incomoda. Estou te desaprendendo. Estou me reequilibrando. Tenho me reconstruído. Iniciei em mim uma reforma. Então, por favor, não a atrapalhe. Não ultrapasse o limite de sua inexistência em mim. Mesmo sendo ele, também, inexistente.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resquícios de um corpo-flor

Eu tenho um corpo de um futuro utópico, e de um passado ainda intacto. Um corpo onde as temporalidade misturam-se, se diluem e materializam-se em outra concepção de presente. Meu corpo é contemporâneo, pós e pré. Eu sou uma espécie extinta, em desenvolvimento.
Habito uma raça que nunca existiu. Transito em gêneros que já foram superados. Minha pele é preta e fértil. Nela brotam flores nunca catalogadas. Todos os meus órgãos provocam-se orgasmos. Pratico comportamentos contrassexuais.
Eu tenho um corpo impossível. Um corpo selvagem, feito de sangue, néctar e pólen. Um corpo civilizado, consequência de falhas tentativas de melhoramento genético. Um corpo singular, que foge da máquina que produz subjetividades panópticas, mas que volta para habitar fissuras que ele mesmo abre nessas realidades imperfeitas.






Cartografando minha identidade visual

Minha identidade visual é hibrida de gêneros. Eu gosto de vestir o meu corpo com o itens indumentários "de menino" e "de menina", afim de mistura-los até consegui desmanchar essas marcas binárias. Eu tento desestabilizar essa logica de produção que ainda sustenta uma relação ultrapassada e perigosa entre roupa e gênero. Sendo assim, uso saia e vestido com a mesma naturalidade que visto uma camiseta ou uma calça jeans. Sou apaixonada pelos estudos de modelagem oversized, e consequentemente quase todas as peças que eu costuro ou compro (faz mais de 2 anos que só compro roupas em brechós) estão dentro desta categoria da Moda. E, sobre a paleta de cores: ha tempos sinto um carinho especial pelos tons terrosos, e atualmente a maioria dos meus looks refletem essa minha paixão. Contudo, também tento experimentar usar cores quentes como vermelho e amarelo. E, outra coisa que descobri que adoro fazer é misturar estampas. Bem, alem disso eu sempre uso cordões em meus looks, cordões esses que já foram da minha avó; assim como algumas roupas que eu tenho.

Já em minhas produções nas Artes, eu proponho justamente uma discussão sobre esses processos de construção identitárias, onde itens indumentários assumem total importância para o sujeito. Sendo assim, inicio questionamentos sobre as memorias, as estrategias de resistências e a precariedade que me constituem como um corpo preto e bixa.

quinta-feira, 16 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

Cartografando minha estrategia poética 3

.Se eu me despir de todas a próteses que classificam meu corpo como bixa e, em seguida, ainda intervindo sobre este corpo que incessantemente tentam tomar de mim, retirar por completo sua pele preta, que o garante um lugar de precariedade no sistema de raças, eu ainda continuaria fazendo parte de uma realidade imperfeita composta por racismos e homofobias?

.Eu, sujeito negro e bixa, ainda continuaria sendo reconhecido como tal, se em um dia qualquer aparecesse na rua com meu corpo nu e sem pele?

.Por fim, convoco-me a pensar: as peles biossociais que me cobrem, sobrevivem em suportes diferentes do que hoje estão presentes: um corpo despontencializado? 
Ou seja, essas peles sobrevivem em um corpo que não se finaliza em modelos identitários rígidos ( raça, gênero, sexualidade), que o aprisionam todos os dias?

Bem, por agora eu não consigo responder  com certeza nenhuma dessas perguntas. E, são justamente tais múltiplas possibilidades de respostas que tenho me apegado, me debruçado, me submergido. 
É neste embate sem fim entre meu corpo e minha pele que venho estruturando minha produções mais recentes.  Tenho me encorajado a estudar e (me) produzir (em) um corpo no seu mais elevado nível de abandono dos processos de subjetivação que tentam serializa-lo. Sendo assim, através de investigações e experiencias sensoriais sobre o que tenho entendido como pele preta-bixa, novos modelos de singularização estão florescendo diante de mim e sobre mim. 

Tenho me permitido a repensar minha atual corporeidade que, ao meu ver, não mais provoca a desestabilização de raça, gênero e sexualidade que atualmente procuro. Penso que a estrategias de subversão não mais dão conta de suprir as necessidades de um corpo como o meu: produto de um complexo processo de desumanização, que continuam operando sobre mim. 

A subversão é uma ferramenta necessária, mas sua dependência com a animalização a torna falha. Eu preciso assumir outras estrategias de fuga. Abandonar velhos caminhos e criar novos territórios. A subversão é reteritorialização do corpo negro-bixa. Ou seja: uma mudança de lugar. E, o que tenho sentido necessidade é de criar um novo corpo. Não recriar, e sim criar!
Um corpo que não depende de um racismo para ser estruturado, como ocorre na subversão e sim um corpo que abandona todas as suas marcas identitárias.

E para isso, talvez eu preciso abandonar minhas peles biossociais, pois entendo que é a partir delas que meu corpo torna-se precário
Sendo assim, nego a raça, o gênero, e a sexualidade. E, passo a me criar como um corpo negro, apenas. 

Se minha roupa, meus trejeitos, minha corpo, meus desejos serão categorizados e recategorizados, eu tentarei não mais me importar como antes. Pois, essas classificações não mais estarão falando sobre mim em totalidade. Na realidade, elas nunca conseguiram.  

quinta-feira, 9 de março de 2017

Lançamento da exposição coletiva "Cá Entre Nós", realizada na OÁ Galeria - Arte Contemporânea, onde eu expus a obra "Florescimentos Urbanos".




Eu vestindo a obra Costuras Orgânicas 



Paola e Napê vestindo peças da série Jardim Experimental. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Precário

Precário
.Condição daquilo que é frágil, incerto: o corpo. 
.O que tem pouca estabilidade ou duração: a captura.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Poesia: Pele de Pétalas

Minha pele é feita de um conjunto de pétalas, que foram retiradas de uma flor que desabrochou em meio a um mar de saudades. Saudades daquele marinheiro-jardineiro que a pescou enquanto semente, e a plantou em seu jardim periférico experimental. 

Minha pele tem cheiro de nostalgia. Nostalgia de quando aquele marineiro regava suas raízes com a água trazida do mar de lua cheia, alimentando-as com os movimentos de suas ondas, que levam e trazem amores mal resolvidos.


Essas pétalas que formam minha pele são azuis, da cor do meu cabelo que, semana passada, foi cortado da minha cabeça com a mesma falta de delicadeza que pode ser lamentada por aqueles que assistiram a flor sendo arrancada do caule, que outrora fora raptado por de sua terra.

Essas pétalas presenciaram um adeus que minha pele luta para não dizer. 

Castiel Vitorino

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Praticas contrasxuais de um Corpo-flor

Meu corpo é uma flor que há muito tempo tem sofrido tentativas de categorizações, que falham com a mesma rapidez em que eu mudo de forma e desejo. Eu tenho um corpo-flor selvagem, movido por instintos anti-racistas e contrassexuais. Minha pele é preta e sobre ela crescem flores. E é através delas que sinto prazer. Eu não tenho vagina muito menos pênis. Eu sinto orgasmos quando meus dedos ou galhos de arvores penetram as flores que crescem na minha barriga, nos meus braços, nos meus ombros, nas minhas pernas. Eu gozo quando minha lingua toca qualquer lugar da minha pele. Meu corpo é negro mas não tem raça. É corpo mas não tem gênero. É desejo mas não tem sexualidade. Minha pele não é suja, não é feia, não fede. Ela é um órgão incompreendido que nunca desejou essas explicações vindas do norte. Meu corpo é deslocamento de negritude. É ruptura de heterocisnormatividade. Meu corpo-flor é bárbaro. Minha pele é subversão de um projeto de animalidade.

Registro: Rodrigo Jesus
Edição: Castiel Vitorino e Rodrigo Jesus
Figurino: Castiel Vitorino




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ode às bixas-preta (performance)









ODE ÀS BIXAS-PRETAS

Eu tenho um corpo. Eu tenho uma pele. Eu tenho um corpo coberto por uma pele preta-bixa. Eu tenho uma pele que está cansada de ser reconhecida apenas como preta-bixa.

Minha pele biológica foi inferiorizada pelas ciências e endemonizada por religiões. Por ser negra, foi ignorada pelas Artes com a desculpa racista de que por ser preto, meu corpo não combinava com suas composições. Mas então eu pergunto: para que serviu seus estudos de cor? Por ser bixa, foi patologizada por medicinas e psicologias. Ai eu questiono: a quem serve sua reforma psiquiátrica?

Por ser preta e bixa minha pele, que fazia parte de um corpo coletivo foi arrancada desse e de outros grupos. Com justificativas que se alternavam entre o racismo e a homofobia. "Você é preta demais!". "Você é bixa demais!'. E sabe, é exatamente isso mesmo que eu sou. Preta e bixa em sua máxima potência!

Demorei muito tempo pra perceber que minha pele não se encontra aprisionada em um não lugar. Mas, agora eu sei. Eu sinto, eu existo, eu ocupo, eu preencho, eu materializo uma “utopia”.

Minha pele preta-bixa não é desencontro e sim colisão de raça gênero e sexualidade.

Minha pele preta-bixa é mais que uma conversa de opressões. Ela é criadora de realidades ainda vistas como imperfeitas. Mas, de imperfeita ela não tem nada!

Minha pele é esperta, pilantra, ladra e terrorista. Ela desterritorializa seu corpo e o recoloca em um altar, ao lado de Madame Satã e Mc Lin da Quebrada. Ou melhor. Minha pele bombardeira todos esses altares, com a ajuda de Satã e Lin, com bombas carregadas de desejos descolonizados. Desejos de bixa preta latina suburbana e perigosa!

Eu tenho uma pele que é preta e bixa. Essa pele também é composta por ítens indumentários. Saia, vestido, calça, calcinha, batom, meia arrastão, terno. Ela gosta de chupar e ser chupada. Tocar e ser tocada. Gosta de amar e ser amada, porra! Ela chora. Ela é fraca. Ela elimina. Ela bate. Ela é frágil. Ela é poderosa.

Minha pele preta-bixa é resistência. Ela é insistência. Ela é indispliscência.

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Texto escrito por Castiel Vitorino, e lido no fim da performance “Ode às bixa-pretas” realizada na mesa de debate sobre Estética Negra nas artes. Mesa esta que fez parte da I Marcha do Orgulho Crespo do ES